A Homossexualidade na Visão Sistêmica de Bert Hellinger

September 20, 2017

 

 

Na maioria dos casos a homossexualidade se origina de um emaranhado sistêmico e não de uma pré-disposição genética. Alguma pessoa da família precisa representar uma mulher porque não existe nenhuma mulher à disposição. Então há uma falta de orientação sexual. É por isso que o homossexual costuma demorar a se identificar até perante ele mesmo.

 

Existem os casos em que alguém da família se identificou com uma pessoa excluída, que foi difamada. Isso pode acontecer quando a pessoa se identifica com um antepassado do sexo oposto e mais velho que foi afastado da família. 

Também acontece de um filho homem não conseguir escapar da esfera da influência da mãe e das mulheres, e não possa ir para a esfera de influência do pai. Quando a mãe exclui o pai, por exemplo, e ata o filho exclusivamente a si (existem mulheres que querem um filho, mas não um marido).

 

Nos casais homossexuais existe um amor pessoal muito profundo. Devemos respeitar. 

 

“Quando um homem homossexual ou uma mulher homossexual reconhecem o seu destino, podem aceitar a homossexualidade com dignidade e assumi-la com dignidade. Mesmo que a reconheçam como um destino difícil. Em verdade, assumindo esse destino, homens e mulheres homossexuais recebem dele uma força especial.” [Bert Hellinger em NEUHAUSER, 2006, p. 272.]

 

Bert Hellinger afirma que, em sua experiência fenomenológica, observa a homossexualidade como um destino sistêmico (NEUHAUSER, 2006) e, neste sentido, para as Constelações a homossexualidade não se trata de um sintoma ou problema, nem mesmo algo que possa ser “revertido”.

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