• Elaine Christina Romano

Influência dos Antepassados no Aqui e Agora por Elaine Romano [parte 2]


(...) Cada ser humano carrega em si todas as informações e histórias sobre as vidas de seus antepassados. É o chamado patrimônio impresso em nosso ser, em nossos genes e no inconsciente coletivo de nossa família, sendo transmitido de geração em geração.

Podemos pensar: De que forma os acontecimentos vividos por nossos antepassados podem influenciar nossa vida aqui e agora? Do ponto de vista da Biologia, este fenômeno é explicado por duas teorias, a primeira delas, Teoria dos Campos Morfogenéticos, formulada pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake.

Sheldrake é pesquisador da Universidade de Cambridge - Inglaterra, pesquisador da Universidade de São Francisco – EUA e professor visitante e diretor acadêmico em Connecticut - EUA. Para ele, os Campos Morfogenéticos ou Campos Mórficos são campos que levam informações, não energia, e são utilizáveis através do espaço e do tempo sem perda alguma de intensidade depois de terem sido criados. Os organismos vivos não herdam apenas os genes, mas também os campos mórficos. Os genes são recebidos materialmente dos antepassados; os campos mórficos são herdados de um modo não-material, por meio da ressonância mórfica, não somente dos antepassados diretos, mas também dos demais membros da espécie, alimentando uma espécie de memória coletiva.

A memória coletiva e inconsciente faz com que formas e hábitos sejam transmitidos de geração para geração. O Campo Morfogenético pode ser visto como uma região de influência, como se fosse a biblioteca virtual de tudo que nossa família já viveu, como dores, amores, perdas, guerras, mortes, fracassos, sucessos e alegrias, a qual atua dentro e em torno de todo organismo vivo. É algo parecido com o campo eletromagnético que existe em volta dos imãs.

Para este cientista, cada grupo de animais, plantas e aves, por exemplo, está cercado por uma espécie de campo invisível que contém uma memória, e cada ser vivo usa a memória de todos os outros seres vivos da sua espécie. Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantêm e se repetem. O conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie. Os seres humanos também têm uma memória comum. É o que Jung chamou de inconsciente coletivo ou familiar. "A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal (…) por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina, pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas." Sheldrake, R. (...)

ROMANO, E. (Diálogos Interdisciplinares) 23-24 pp. Revista Psicologia – Especial Constelação Familiar, Editora Mythos, 2016.

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